A indústria relojoeira suíça sofre os efeitos da atual crise financeira global. O desaquecimento da economia na zona do Euro, a crise na economia chinesa, baixa do petróleo e dos comodities e, a queda da produção industrial mundial afetam o mercado de luxo. Dados da Fédération de l’industrie horlogére suisse (FH), apontam uma queda de 8% no mês de abril em relação ao mesmo período do ano passado.

Dentre os países líderes na importação de relógios suíços, apenas os Estados Unidos da América, segundo maior importador, apresentou crescimento nas importações apresentando crescimento de 1,2% nos últimos 12 meses de acordo com dados da FH. Hong Kong, o maior importador, teve uma queda de 17% nas importações, Japão, o terceiro colocado, teve uma queda de 5,8% nas importações, China, a sexta maior importadora foi quem apresentou maior queda, 36% de acordo com os dados da FH. No entanto, o maior impacto na queda foi de Hong Kong que representou em abril 13,4% de todas exportações da indústria relojoeira suíça.

Na comparação por faixa de valor, a maior queda foi registrada nos relógios com faixa de preço acima de 3000 francos suíços que registaram uma queda de 14% nas unidades vendidas em relação ao mesmo período do ano passado, seguido pelos relógios de faixa de valor até 200 francos suíços que registraram queda de 10% nas unidades vendidas. Apenas relógios situados na faixa de 500 a 3000 francos suíços que apresentaram aumento nas vendas, 3,9% de acordo com os dados da FH. Provavelmente o aumento nesta última faixa se deve a migração de consumidores para relógios com valor mais acessível, considerando que as divisas de países emergentes apresentaram significativa desvalorização no últimos meses.

Já na comparação por material, os relógios confeccionados em outros metais (estão nesta categoria todos relógios que não são produzidos em metal nobre, aço ou aço e ouro) foram os que apresentaram maior queda, 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado, seguido pelos relógios de metais nobres com 14,4%, de aço com 13,1% e de aço e ouro com 13%. A exceção são os relógios produzidos com outros materiais não metálicos como cerâmica, fibra de carbono, pedras e polímeros, que apresentaram aumento de 7,6% nas vendas e corresponderam a 11,9% das unidades exportadas.

Nos últimos anos temos observado o aumento do comércio de relógios semi-novos, também, as grandes casas de leilões abrem cada vez mais espaço para venda de relógios modernos semi-novos, um mercado que já foi quase exclusivo de relógios de coleção. Esses dados indicam que o público alvo da relojoaria suíça vem buscando novas alternativas para compra destes produtos.

 

Fonte: fhs.ch